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PJ que desviou milhares de cofre milionário da Quinta da Marinha apanha 4 anos e é expulso

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Por CASCAIS24
O inspetor da brigada Anticorrupção da Polícia Judiciária (PJ) Emanuel Sérgio Briosa - louvado em 2009, juntamente com outros colegas, pelo então ministro da Justiça e atual primeiro-ministro António Costa, “pela persistência, excecional desempenho, dinamismo, organização e eficácia demonstradas no decurso de uma investigação de um caso complexo de cariz económico” - foi condenado a quatro anos e meio de prisão efetiva pelo Tribunal de Cascais, por ter desviado 40 mil euros no decurso da operação “Rota do Atlântico", em que o empresário José Veiga é um dos arguidos e que faziam parte dos 6,9 milhões de euros confiscados em dois cofres na mansão da Quinta da Marinha, em Cascais, então alvo de buscas policiais.

Agora conhecida a condenação judicial, Emanuel Briosa deverá ser expulso da Polícia Judiciária (PJ) com base num processo entretanto instaurado pelos respetivos serviços jurídicos,. A pena, entretanto, cumpre no Estabelecimento Prisional de Évora, onde está detido desde que lhe foi decretada a prisão preventiva, soube Cascais24.

O coletivo de juízes do tribunal de Cascais deu como provado que Emanuel Briosa desviou "pelo menos 200 notas de 200 euros" (40.000 euros), no decorrer das buscas.

Nas alegações finais, o Procurador do Ministério Público, Manuel Portugal, tinha pedido a condenação do inspetor a uma pena "nunca inferior a seis anos de prisão", enquanto o advogado do arguido, António Andrade de Matos, considerou que devia ser "absolvido", devido a alegadas ilegalidades no decurso do processo.

O Ministério Público pediu esta terça-feira uma pena de prisão "não inferior a seis anos" para o inspetor da Polícia Judiciária acusado de desviar 200 mil euros durante buscas a uma residência em Cascais, no âmbito do processo "Rota do Atlântico". Nas alegações finais, que decorreram hoje no Tribunal de Cascais, o procurador do Ministério Público (MP) sustentou que Emanuel Briosa "deve ser condenado", sublinhando que essa pena "não deverá ser inferior a seis anos de prisão (penas acima de 5 anos são sempre efetivas)", tendo dado como provado a maioria dos factos da acusação, que teve início numa denúncia anónima, após uma busca no decurso da operação "Rota do Atlântico", em que José Veiga é um dos principais arguidos. A defesa considerou, por seu lado, não haver provas para condenação, e defendeu que a confissões feitas pelo arguido, primeiro a uma colega da PJ, onde disse que se apoderou de 40.000 euros, e depois no primeiro interrogatório judicial, no qual confessou perante o juiz ter desviado 20.000 euros, foram obtidas de forma "ilegal e proibida".
Ler mais em: http://www.cmjornal.pt/cm-ao-minuto/detalhe/ministerio-publico-pede-pena-efetiva-para-inspetor-da-pj-que-tera-desviado-200000-euros?ref=portugal_outras
O Ministério Público pediu esta terça-feira uma pena de prisão "não inferior a seis anos" para o inspetor da Polícia Judiciária acusado de desviar 200 mil euros durante buscas a uma residência em Cascais, no âmbito do processo "Rota do Atlântico". Nas alegações finais, que decorreram hoje no Tribunal de Cascais, o procurador do Ministério Público (MP) sustentou que Emanuel Briosa "deve ser condenado", sublinhando que essa pena "não deverá ser inferior a seis anos de prisão (penas acima de 5 anos são sempre efetivas)", tendo dado como provado a maioria dos factos da acusação, que teve início numa denúncia anónima, após uma busca no decurso da operação "Rota do Atlântico", em que José Veiga é um dos principais arguidos. A defesa considerou, por seu lado, não haver provas para condenação, e defendeu que a confissões feitas pelo arguido, primeiro a uma colega da PJ, onde disse que se apoderou de 40.000 euros, e depois no primeiro interrogatório judicial, no qual confessou perante o juiz ter desviado 20.000 euros, foram obtidas de forma "ilegal e proibida".
Ler mais em: http://www.cmjornal.pt/cm-ao-minuto/detalhe/ministerio-publico-pede-pena-efetiva-para-inspetor-da-pj-que-tera-desviado-200000-euros?ref=portugal_outraLouvado em 2009, juntamente com outros colegas, pelo então ministro da Justiça e atual primeiro-ministro António Costa, “pela persistência, excecional desempenho, dinamismo, organização e eficácia demonstradas no decurso de uma investigação de um caso complexo de cariz económico”, o inspetor da brigada Anticorrupção da PJ Emanuel Sérgio Briosa encontra-se atualmente detido na cadeia de Évora, por suspeita de, no decurso da operação “Rota do Atlântico” ter, alegadamente, furtado 200 mil euros que faziam parte dos 6,9 milhões de euros confiscados em dois cofres na mansão da Quinta da Marinha, em Cascais, alvo então de buscas policiais. 
Antigo agente da PSP e admitido na PJ em 2004, na sequência de um concurso extraordinário, Emanuel Briosa encontrava-se destacado numa brigada que investiga contrabando de tabaco e bebidas alcoólicas, mas participava habitualmente em outras operações lançadas pela unidade anticorrupção.

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